
Autor:Quivy, Raymond;Campenhoudt, Luc van
Data:2008
Título:Manual de investigação em ciências sociais.
Editor:Editora Gradiva
Local de Edição:Lisboa
Tema:Métodos de trabalho
Palavras-chave:ModeloOrganização;Exploração;Orientação


Segundo Raymond Quivy, no seu manual em ciências sociais, são sete as etapas que um investigador deve seguir:
1 – Pergunta de partida
2 – Explorar
3 – Problemática
4 – Modelo de análise
5 – Observar
6 – Análise da informação observada
7 – Conclusão
Estas sete etapas estão distribuídas por três actos:
Ruptura (etapas 1, 2 e 3)
Construção (etapas 4)
Verificação (etapas 5, 6 e 7)
RUPTURA é o romper com os preconceitos e nos abstrairmos da nossa própria opinião
CONSTRUÇÃO consiste na criação de um sistema conceptual organizado, susceptível de exprimir a lógica que o investigador pensa estar na base do fenómeno.
VERIFICAÇÂO todos os trabalhos só podem assumir um estatuto cientifico se verificados pelos factos.
Etapas:
Etapa 1 – Pergunta de partida
Esta é o primeiro fio condutor por isso tem que ser clara, pertinente, exequível e deve exprimir o mais exactamente possível aquilo que o investigador pretende.
Etapa 2 – Exploração
A exploração não é mais que a recolha de toda a informação necessária ao nosso trabalho proveniente de várias fontes tais como: leituras, entrevistas exploratórias e métodos de exploração complementares.
Etapa 3 – Problemática
A problemática é a pergunta que temos que fazer para tentar responder á pergunta de partida.
Em primeiro lugar devemos explorar bem toda a informação que recolhemos na etapa anterior e fazer um balanço. Depois elaborar a problemática tendo sempre uma posição critica face às diferentes perspectivas que nos vão surgindo e com isto formular a pergunta que estrutura o trabalho, os conceitos e as ideias que inspirarão a análise.
Etapa 4 – Modelo de análise
As ideias e as perspectivas recolhidas nas fases anteriores devem agora ser traduzidas numa linguagem ou forma de modo a permitir o trabalho sistemático de análise e recolha de dados ou experimentação, para isso é necessário a construção de um modelo de análise, modelo esse que vai ser o elo de ligação entre a problemática e o trabalho de análise.
Etapa 5 – Observação
Depois da construção do modelo de análise pelos conceitos e pelas hipóteses, devem agora ser confrontados com os dados observados e para isso deve-se fazer três perguntas.
Observar o quê?
O investigador deve fazer uma triagem do que realmente é importante para o trabalho.
Observar em quem?
É necessário restringir a observação ao tipo de fenómeno que estamos a estudar quer no espaço geográfico e social quer no tempo
Observar Como?
A elaboração de instrumentos de observação de modo a testar as hipóteses.
Etapa 6 – Análise de informações
Esta é a fase onde vamos comparar os resultados observados com os das hipóteses que formulamos, para isso temos que analisar a relação entre variáveis e ver se eles são ou não os esperados, caso não o sejam temos de rever e reformular as hipóteses.
Etapa 7 – Conclusão
Na conclusão pretende-se despertar o interesse do leitor pois é normalmente o que ele lê primeiro. Deve então mostrar os mais relevantes procedimentos envolvidos na realização do trabalho e deve igualmente expor o seu contributo para o conhecimento e também a sua praticabilidade.
Bibliografia:
Caderno TICG, vol. 2 - Capitulo 2
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